quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MODIGNANI, Sveva Casati, Feminino Singular, 1ª ed. 2008

Martina: uma figura de mulher «singular». Amada por uns e criticada por outros, toda a sua vida esteve sob o olhar inquisidor das gentes de Vertova, incluindo o das próprias filhas…

No decurso da sua existência, dos anos quarenta aos nossos dias, através das mais complicadas vicissitudes, ela tentará encontrar o caminho para atingir a sua autêntica vocação de mulher - gerar a vida. Terá três filhas, de três homens diferentes, sem desposar nenhum deles.

A sua morte súbita, nas vésperas do Natal, provocará um tremendo choque no seio familiar, e será Vienna, a sua mãe, a desvendar os mais íntimos segredos dessa mulher tão enigmática. Através do seu relato, descobriremos que afinal elas têm mais em comum do que pensavam: todas são mulheres atraentes e independentes, que amaram e se deixaram amar, e que decidiram, sobretudo, enfrentar os cânones sociais em prol de um bem maior - a maternidade.

In Porto Editora

MAGALHÃES, Júlio, Os Retornados um amor nunca se esquece, 1ª ed., 2008

Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.

In A esfera dos livros

ZAMBUJAL, Mário, Já não se escrevem cartas de amor, 1ª ed. 2008

«A certa altura, decidi que não poderia passar a noite parado como um legume, apelei à pouca coragem e disse para mim próprio: “Seja o que Deus e ela quiserem.” Avancei lesto para a mesa de Erika e, lá chegado, tomou-me uma sensação de fracasso inevitável, mesmo de ridículo. Balbuciei por fim: - A menina não quer dançar comigo, pois não?»

Duarte é um jovem bon vivant, que, entre as noites glamorosas passadas no Grande Casino Internacional do Estoril, as tardes de café no Chave D’Ouro, no Palladium ou no Martinho do Rossio e a vida boémia nas boîtes da capital, vê o seu coração ser arrebatado por uma jovem alta, esguia, loura e de sorriso luminoso, de nome Erika. Mário Zambujal transporta-nos, nesta novela de prosa clara e original, pautada de humor, imaginação e sensibilidade, numa viagem de imagens e memórias, à Lisboa dos anos 50. Uma época de apetites e excessos. De paixões e desventuras. Era um tempo em que havia tempo. Até se escreviam cartas de amor.

In A esfera dos livros

sexta-feira, 17 de julho de 2009

SAMPAIO, Daniel, A Razão dos Avós, 1ª ed., 2008

“Perante a diversidade actual dos modelos familiares, fará sentido continuar a falar da importância da família? Os valores que cimentaram a História de uma geração devem ser esquecidos ou, pelo contrário, transmitidos aos mais novos? A fragmentação de muitos casais pelo processo de divórcio conduz sempre a um corte emocional com a família alargada, ou pode proporcionar uma reflexão sobre a continuidade dos elos significativos através das diversas gerações?Qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia de continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parece recearem a palavra?”
In Editorial Caminho

STILWELL, Isabel, Filipa de Lencastre, 1ª ed., 2008

“Filipa de Portugal morreu de peste negra, tal como a sua mãe, a 15 de Julho de 1415. Com 55 anos. No dia 25 partiam de Lisboa 240 embarcações e um exército de 20 mil homens, entre os quais D. Duarte, o Infante D. Henrique e D. Pedro. A Praça de Ceuta caía cerca de um mês depois. D. Filipa não esperaria outra coisa dos seus filhos…Mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua, Filipa de Lencastre deu à luz, aos 29 anos, o primeiro dos seus oito filhos. A chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação. Frei John, o tutor já tinha previsto o seu destino nas estrelas. Nasceu Phillipa of Lancaster, filha primogénita de John of Gaunt, mas aos 29 anos deixou para trás a sua querida Inglaterra para se casar com D. João I de Portugal. A 11 de Fevereiro de 1387 o povo invadiu as ruas da cidade do Porto para aclamar carinhosamente D. Filipa de Lencastre, Rainha de Portugal. Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal. Desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afectos, aventuras e intrigas.”
In A Esfera dos Livros

terça-feira, 7 de julho de 2009

SARAMAGO, José, A Viagem do Elefante, 1ª ed., 2008

“Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é a Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.”
In Editorial Caminho